4 vezes em que as montadoras não entregaram o que queríamos

Seja por lei ou competitividade, nem sempre novidades na linha são boas notícias

22/09/2026 - Davi Reis / Fonte: iCarros

Seja por força de legislação, exigências do mercado ou para manter um produto competitivo, em alguns casos os fabricantes acabam exagerando em algumas decisões. Hoje selecionamos 4 casos de soluções que deixaram a desejar.

Up

Em 2022 a lei passou a obrigar apoios de cabeça e cintos de segurança de 3 pontos para todos os ocupantes. Enquanto a maioria dos fabricantes incluiu os itens para o passageiro central do banco traseiro (inclusive a própria VW, na linha Gol e Fox), a solução para o Up foi mais drástica: o carro se tornava homologado para apenas 4 ocupantes e, no assento central, havia um aviso de que ali era proibido levar uma pessoa. Como o carro estava em fim de vida, a marca julgou que não valia o investimento na solução mais cara.

Vectra GT-X

Você sabia que o Vectra hatch foi o primeiro carro brasileiro com GPS como item de série? Mas, se você acha que a solução era a mesma do Astra europeu (do qual o nosso carro derivava), com tela embutida, vá com calma: em 2007 a Chevrolet achou de bom tom entregar o carro com um navegador que se prendia ao vidro por ventosa e que precisava ser ligado à tomada 12V do carro. Apesar de comum no mercado de acessórios da época, a solução não fazia jus ao preço do carro e ainda exigia a retirada após o uso, sob risco de encontrar a janela quebrada e o item levado ao estacionar na rua.

Avenger Altitude

O mais recente lançamento da Jeep acertou em cheio: visual descolado, motor moderno e econômico, acabamento bem cuidado e lista generosa de equipamentos em todas as versões, mas a marca reservou uma surpresa para a sua versão de entrada. Mesmo que a central de 10 polegadas com espelhamento sem fio seja item de série, o sistema de som tem apenas dois alto-falantes: ou seja, nada para quem vai na segunda fileira do carro, nem mesmo como opcional.

Mobi

Mais leve e usualmente considerada mais bonita pela maior parte das pessoas, o porta-malas com tampa de vidro é uma solução comum nos hatches sub-compactos na Europa, mas por aqui só existe no Fiat Mobi. A tampa, de vidro super-resistente, provou que aguenta o tranco, mas a marca se esqueceu (ou achou que não precisava) do puxador interno. Por isso, na hora de fechar, cuidado se o carro estiver sob sol forte: um teste da revista Quatro Rodas aferiu que a tampa pode chegar aos 70º C e queimar os dedos.

E você, lembra de outros casos assim?

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