Mudanças que demoraram demais para acontecer

Nem sempre os ajustes mais esperados vêm quando o consumidor espera

01/10/2026 - Davi Reis / Fonte: iCarros

Por uma série de motivos, muitas vezes jamais revelados, os fabricantes insistem em soluções diferentes daquelas que os entusiastas e parte do mercado consideram mais interessantes. Hoje, vamos relembrar quatro dessas situações:

Motor MSI na linha VW

Lançado em 2014 na Saveiro Cross e Gol Rallye, o motor 1.6 16V da família EA-211 deveria ser o substituto do EA-111 em toda a linha VW, mas isso levou 7 anos para acontecer: reservado para as opções topo de linha dos compactos, diversas versões foram descontinuadas sem sequer oferecer o motor. Hoje, resiste na Saveiro, que o adotou apenas por conta das regras de emissão mais rigorosas.

Motor Firefly no Mobi

O sub-compacto da Fiat foi apresentado em 2016, inicialmente apenas com o antigo motor Fire 1.0, mas no final do mesmo ano finalmente o modelo recebia o esperado motor Firefly 1.0, totalmente inédito. Sua vida, porém, foi curta: o motor mais potente era oferecido apenas na versão topo de linha, e por apenas 4 anos. Apenas em 2025, por conta das regras de emissão mais rigorosas, o motor se tornou o padrão da linha, depois de quase 10 anos de espera.

Estepe traseiro do EcoSport

Marca característica dos aventureiros dos anos 2000, o estepe na tampa do porta-malas tinha seus apreciadores, mas não era uma solução muito inteligente: exposto a roubos, danos, desgaste prematuro e atrapalhando o acesso ao bagageiro, era comum ver o EcoSport sem o estepe pendurado na traseira.

Porém, foram 16 anos até a Ford reagir ao mercado: apenas em 2019 a marca do oval ofereceu, em apenas uma versão, a possibilidade de renunciar ao estepe e ter no seu lugar um kit de reparo, com pneus run-flat instalados. Ainda assim, a tampa abria apenas lateralmente.

Correia dentada banhada a óleo

Essa é uma mudança que ainda não aconteceu, mas muitos esperam por ela: a atual linha Chevrolet usa a polêmica correia dentada banhada a óleo, que alia o longo prazo de troca da corrente ao funcionamento mais eficiente da correia dentada de borracha.

Porém, críticos mais ferrenhos costumam reclamar da durabilidade do componente no Onix, problema que estranhamente não acomete os veículos mais caros da marca, como Tracker e Montana. Seja como for, é uma mudança que já aconteceu em outros mercados e muitos esperam ver por aqui.

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